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Temática: Cinema e Audiovisual
Dia 22/09 Manhã - Cinemateca

Juliana Sanson
Cineasta
Tema
PRODUÇÃO, ROTEIRO E DIREÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIAS INTEGRADAS
Ementa
O processo integrado e sinérgico entre produção, roteiro e direção em suas duas últimas produções: o documentário "Notas sobre um Desterro" e a ficção "1989".
Mini bio
Juliana é roteirista, diretora, produtora, produtora executiva e sócia da Fabulário Filmes. Atua no audiovisual desde 2003, desenvolvendo filmes documentais e de ficção para cinema, TV e plataformas digitais.

Jani Mendonça
Profa. Dra.
Tema
NARRATIVAS DOS SENTIDOS: CINEMA, IMAGINAÇÃO E FORMAÇÃO DO PÚBLICO.
Ementa
Esta reflexão propõe discutir o papel das narrativas cinematográficas na formação cultural, estética e crítica de jovens consumidores do cinema, partindo da compreensão do público infantojuvenil como sujeito ativo na produção de sentidos, para abordar as potencialidades do cinema como experiência educativa capaz de ampliar repertórios, despertar a imaginação, promover a empatia e estimular a leitura crítica do mundo. Desse modo, em um contexto marcado pela multiplicidade de telas e linguagens, a mediação das obras audiovisuais torna-se uma importante estratégia para fortalecer o letramento audiovisual e a formação de espectadores mais conscientes, sensíveis e participativos.
Mini bio
Pós-doutoranda em Comunicação pela UFPR, pós-doutora pela Universidade Anhembi Morumbi, doutora em Comunicação e Linguagens (Cinema e Audiovisual) e mestre em Letras. Especialista em Cinema, Gestão do Design e Comunicação, atua nas áreas de audiovisual, narrativas e educação. É proprietária da By Jani Mendonça Cinema e Artes desde 2020.

Mano Cappu
Cineasta
Tema
QUEM CONTA AS HISTÓRIAS DOS ENCARCERADOS.
Ementa
Quem conta as histórias dos corpos pretos e periféricos atravessados pelo encarceramento em massa no audiovisual brasileiro? Quais imagens são construídas sobre essas pessoas — e quem tem o direito de construí-las? A partir dessas questões, o cineasta, roteirista e rapper Mano Cappu apresenta “Soulbrevivente do Cárcere”, projeto transmídia inspirado em sua experiência após ser preso injustamente e permanecer 18 meses encarcerado até ser absolvido. Reunindo música e cinema, o projeto aborda os impactos do cárcere sobre afetos, famílias e territórios, rompendo com estigmas e reivindicando o direito de pessoas negras e periféricas narrarem suas próprias experiências e disputarem as imagens sobre seus corpos e memórias.
Mini bio
Mano Cappu é cineasta, rapper e sócio-fundador da CWBlack Produções, cria do bairro CIC, em Curitiba. Absolvido após 18 meses preso injustamente, transformou o cárcere em linguagem artística através do projeto ‘Soulbrevivente do Cárcere’, onde música e cinema atravessam temas como encarceramento, paternidade, raça, memória e justiça social. Integrante da Rede Projeto Paradiso, ganhou destaque internacional com o curta-metragem “Bença”, vencedor do prêmio Prix Courtoujours, no 36º Festival Cinélatino de Toulouse, na França. Atualmente desenvolve o longa “Barrabás” e a série documental “Fora do Eixo – Tem Rap no Sul?”, sobre os atravessamentos de raça, classe e gênero na trajetória de
rappers negros e periféricos no Paraná.

Ulisses Galetto
Prof. Dr.
Tema
ATMOS IMERSÃO SONORA
Ementa
De uma finalização em apenas um monitor (mono) até os anos 1960, os experimentos evoluíram nos anos 1970 para dois (estéreo), no final dos anos 1980; para um sistema com seis monitores (5.1) no início dos anos 1990; e na segunda década dos anos 2000, para uma forma totalmente imersiva, o Dolby Atmos (7.1.2 e outros diversos formatos). Com esse avanço, a experiência e percepção sonoras em salas de cinema ou mesmo em sistemas caseiros de reprodução audiovisual, impactaram substancialmente os processos de pós-produção de som. A apresentação vai analisar algumas possíveis consequências dessas questões na realização e exibição audiovisuais.
Mini bio
Mestre e doutor em história pela UFPR com estudos voltados para políticas públicas para artes e culturas, é também músico, produtor, compositor, arranjador e designer de som.
Integra o grupo FATO desde 1994, com o qual possuí uma vasta produção artística autoral.
No cinema, trabalhou em mais de uma centena de produções, entre curtas e longas-metragens, telefilmes e séries para a TV.
Em cursos de graduação e pós-graduação, ministra disciplinas nas áreas de políticas públicas, legislação, produção cultural e artística, design de som, sonoplastia, cinema de autor, dentre outras.
É autor de dezenas de trilhas sonoras para Teatro, área na qual também atua desde 1993.
Publicou dois livros sobre políticas públicas e um sobre design de som para cinema e audiovisual.

Débora Opolski
Profa. Dra.
Mediadora da mesa.
Mini bio
Débora Opolski é doutora em Comunicação e Linguagens, com a tese "A fragmentação da performance vocal do personagem no cinema a partir da perspectiva da edição de diálogos". Integra os grupos de pesquisa Cinecriare – Cinema: Criação e Reflexão da UNESPAR e Lápis da UFPE. Autora dos livros Introdução ao desenho de som (2013, UFPB) e Edição de diálogos no cinema (2021, UFPR). Professora do curso técnico em Produção de áudio e vídeo do IFPR e da Pós-graduação em cinema e artes do vídeo, da UNESPAR
Temática: Preservação
Dia 23/09 Manhã - Cinemateca

María Barea
Cineasta
Tema
María Barea: cinema, mulheres, memória e preservação.
Ementa
A trajetória de María Barea no cinema nasce do encontro entre sua vocação artística e o compromisso com as questões sociais de seu país. A partir de sua experiência como atriz, produtora e cineasta, construiu uma atuação crítica diante da representação das mulheres no cinema e das narrativas marcadas pelo olhar masculino.
Em obras como Mujeres del Planeta e Antuca, Barea coloca em evidência as experiências de mulheres indígenas, camponesas e migrantes, valorizando suas histórias, lutas e formas de organização social.
A mesa propõe um diálogo sobre sua trajetória e sobre o processo de resgate, digitalização e restauração de seus filmes, refletindo sobre a preservação audiovisual como forma de manter vivas as memórias, as histórias e as vozes de mulheres que atravessam diferentes gerações.
Mini bio
María Barea é cineasta, produtora e roteirista peruana, nascida em Chancay, Peru, em 1943. Reconhecida como uma das pioneiras do cinema feminista peruano, construiu uma trajetória dedicada ao cinema social latino-americano, voltando seu olhar para as experiências, lutas e formas de organização das mulheres, especialmente das populações indígenas, camponesas e periféricas do Peru.

Lorena Best
Cineasta
Tema
UM CINEMA QUE REENCONTRA SEU PÚBLICO: PRESERVAÇÃO E CIRCULAÇÃO DOS FILMES DE MARIA BAREA.
Ementa
Desde 2015, o cinema de Maria Barea voltou a ser assistido, inicialmente de forma tímida, graças à disponibilização de alguns de seus filmes no YouTube e, anos depois, por meio de projetos de pesquisa acadêmica e de preservação de sua obra, ele voltou a circular. Nesta mesa, conversaremos sobre o acervo de Maria Barea (que abrange as décadas de 1970, 1980 e 1990) e os novos diálogos que seu cinema suscita ao voltar a circular.
Mini bio
Lorena Best, nascida em Lima. Educadora e realizadora documental. Formada em comunicação social na ECO UFRJ, mestranda em Memória Social na UNIRIO e atualmente, doutoranda no PPGCine da UFF. Sua vida transita entre Perú e Brasil, realizou os documentários “A punto de despegar”, “Las lecturas” e “Una película elegante”. É docente na UPC em Lima e coordenou junto a Verónica Zela, o programa “Cinema na Escola”, da Casa da Literatura Peruana. No cinema e audiovisual sua atuação é na pesquisa, na preservação e arquivo, na gestão cultural e na formação. É parte da equipe do Archivo Reversible: mujeres e cinema de nao ficção no Perú e em diversos projetos de preservação como o do cinema de María Barea e Warmi Cine e Video. É mãe de Vicente, de 12 anos.

Maria Thereza Sotomayor
Cineasta
Tema
TÍTULO: MULHERES, MEMÓRIA E A PRESERVAÇÃO DO CINEMA DE MARÍA BAREA.
Ementa
Esta fala propõe uma reflexão sobre a trajetória da cineasta peruana María Barea ancorada em três eixos: a construção de uma imagem descolonizada da mulher indígena em seu cinema, a preservação digital como ato político de resistência ao apagamento histórico e o vínculo pessoal que me une à cineasta, viúva de meu avô Alberto Cortez Olaya. Sua carreira, iniciada nos anos 1970 e consolidada em coletivos como Grupo Chaski e Warmi Cine y Video, dedicou-se a dar visibilidade a trabalhadoras, camponesas e mulheres indígenas, protagonistas silenciadas pela narrativa hegemônica em toda Abya Yala, escavando o que Pollak chamaria de "memórias subterrâneas". A restauração e preservação de suas obras, iniciadas em 2022, transcende o aspecto técnico e se constitui como instrumento de justiça social e reparação histórica, sobretudo quando o vínculo familiar e as coincidências que reuniram Marco Dreer, Lorena Best e esta mostra convidam o público a ocupar o lugar de co-preservador, pois implicar-se com um acervo é tornar-se elo ativo em sua cadeia de transmissão e memória.
Mini bio
Arquivista e doutora em Memória Social (UNIRIO), atuando como analista em C&T no LNCC/MCTI desde 2025. Trabalhou no Arquivo Central da UFF por 6 anos, com foco nos arquivos permanentes. Sua pesquisa transita entre os afetos evocados por essas memórias e os desafios de preservação de acervos digitais vulneráveis. Defende os arquivos como ferramentas de justiça social e integra a Associación Latinoamericana de Archivos, sendo membro do Grupo de Trabalho sobre Arquivos de Comunitários.

Marco Dreer
Prof. Me.
Mediador da mesa.
Mini bio
Preservador audiovisual e pesquisador. Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual (PPGCine) da Universidade Federal Fluminense (UFF). Professor do Centro Técnico Audiovisual (CTAv) e consultor da Fiocruz em preservação digital. Pesquisador associado do Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da Universidade Federal Fluminense (LUPA-UFF). Membro da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA) e da Associação Internacional de Arquivos Sonoros e Audiovisuais (IASA).
Temática: Audiovisualidades e Jogos
Dia 24/09 Manhã - Cinemateca

Uoshi - Washington Albuquerque
Prof. Me.
Tema
MACHINIMA E OUTRAS FORMAS DE JOGAR.
Ementa
Breve introdução à história do cinema machinima. Gameplay e jogos como prática de expressão e reflexão. Processo criativo do vídeo "Mundos Suspensos".
Mini bio
Uoshi é artista multidisciplinar e pesquisador que trabalha com design e cinema experimental, machinima e imagem digital. Sua produção investiga estados de repetição, fadiga e dissolução da identidade em ambientes virtuais, utilizando videogames e interferências visuais como suporte para ensaios audiovisuais e obras de moving image.

Thauan Tavares
Prof.
Tema
ACELERAÇÃO DA VIDA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Ementa
Como as ferramentas de IA e os algoritmos de recomendação reforçam a pressão por eficiência, hiperprodutividade e respostas imediatas, espelhando a estrutura utilitarista das mecânicas de jogos no cotidiano.
Mini bio
Bacharel em Ciência da Computação e mestrando em Informática pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atua como professor e coordenador do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS), dedicando-se à formação técnica, à pesquisa e aos impactos da tecnologia na educação e na sociedade.

Gláucio Henrique Matsushita Moro
Prof. Dr.
Tema
JOGAR, VER, ACREDITAR – AUDIOVISUAL, JOGOS E O APARATO ESTÉTICO NA PRODUÇÃO DO VISÍVEL
Ementa
A presente fala propõe pensar como o audiovisual e os jogos digitais participam da construção de modos de ver, interpretar e experimentar o mundo. A partir das relações entre imagem, narrativa, regras e interação, discutem-se os processos pelos quais cinema, vídeo e jogos produzem sentidos, organizam regimes de visibilidade e colocam em circulação determinadas visões de mundo. Ao compreender essas linguagens como atravessadas por escolhas estéticas, culturais e ideológicas, a discussão problematiza a ideia da imagem como representação transparente do real. A proposta é reconhecer audiovisual e jogos como espaços de criação, disputa simbólica e produção de formas de visibilidade e experiência.
Mini bio
Professor, pesquisador e realizador audiovisual. Doutor pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), com pós-doutorados nas áreas de Tecnologia e Sociedade, Educação e Gestão Urbana. É professor da Escola de Belas Artes da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e do Programa de Pós-Graduação em Cinema e Artes do Vídeo (PPG-CINEAV/Unespar). Desenvolve pesquisas nas áreas de cinema e audiovisual, vídeo, jogos digitais, tecnologias da imagem, cultura visual e regimes de visibilidade. Possui experiência profissional em televisão e produção audiovisual, com passagem pela TV Cultura de São Paulo, além de trabalhos em direção e realização audiovisual.

Suyanne Tolentino de Souza
Profa. Dra.
Mediadora da mesa.
Mini bio
Jornalista e Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Mestrado em Comunicação e Linguagens (UTP PR). Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em mídia audiovisual, televisão. Atua como roteirista e apresentadora de vídeos institucionais no campo da Comunicação e Educação. Atualmente é professora titular da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – Escola de Belas Artes, Coordenadora dos Cursos de Jornalismo e Cinema e Audiovisual. É Diretora de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (ABEJ).
Temática: Cinema Educação
Dia 25/09 Manhã - Cinemateca

Beatriz Vasconcelos
Profa. Dra.
Tema
"A ESPANTOSA REALIDADE DAS COISAS": A POTÊNCIA FORMATIVA DO CINEMA PARA O OLHAR CONTEMPLATIVO NA CRISE DO ANTROPOCENO
Ementa
A crise socio-ambiental que vivemos exige não apenas soluções técnicas, mas uma mutação na sensibilidade e no modo como nos relacionamos com a alteridade radical da Terra. Diante desta constatação, esta fala parte da pergunta: é possível, através do cinema, desenvolvermos uma relação contemplativa com o mundo, que nos ensine a ver e escutar os seres? É possível que o cinema nos ensine uma ecologia da atenção, capaz de suspender a visão antropocêntrica e utilitarista que historicamente reduziu a natureza a um mero recurso ou cenário, para ampliar a nossa sensibilidade em relação a outras existências humanas e não humanas e nos devolver a capacidade do espanto diante das coisas, como no poema de Fernando Pessoa? Tendo esta motivação ética e política, esta fala busca tematizar uma pedagogia da presença possível de ser vivenciada em nossa experiência com determinados filmes e como podemos, a partir disso, construir uma sabedoria do bem viver, necessária para “adiar o fim do mundo”.
Mini bio
Mestra e Doutora em Letras. Professora do Curso Bacharelado em Cinema e Audiovisual e do Programa de Pós-Graduação em Cinema e Artes do Vídeo da Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Pesquisa sobre funcionamentos da linguagem no cinema, com foco nas conexões entre cinema, contemplação dos fenômenos e linguagem poética no cinema. Coordenou projetos de extensão com foco em mediação artística em cinema e literatura. Coordena o Projeto Amador, dedicado à tradução de textos de cineastas experimentais, atualmente dedicado à tradução de textos de Maya Deren. É co-editora da Coleção Artes do Cinema e do Vídeo. É membro do Grupo de Pesquisa em Arte, Cultura e Subjetividades (GPACS-CNPq/Unespar). Dedica-se à vivência poética pela palavra e pela dança.

Priscila Pacheco
Cineasta
Tema
RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO JANELA PERIFÉRICA - CARTOGRAFIA AUDIOVISUAL
Ementa
A apresentação propõe um relato de experiência a partir do projeto Janela Periférica, iniciativa de cinema e educação desenvolvida com crianças de regiões periféricas de Curitiba. Serão compartilhados os processos metodológicos que articulam cartografias sociais, criação audiovisual e vídeo-cartas entre comunidades, refletindo sobre o cinema como linguagem, prática de escuta e produção de autoria. A partir de situações vivenciadas durante as oficinas, a fala abordará desafios éticos, pedagógicos e políticos da realização audiovisual com crianças, discutindo questões como território, pertencimento, direito à cidade e a potência do cinema na construção de narrativas em primeira pessoa. Mais do que apresentar resultados, o encontro buscará refletir sobre os aprendizados produzidos pelo processo e sobre as possibilidades do cinema como experiência de educação, criação e transformação social.
Mini bio
Gestora cultural, graduada em Jornalismo e especialista em Cinema, com atuação nas áreas de comunicação, cultura e educação. Iniciou sua trajetória no campo do cinema e educação ainda na adolescência, como participante do projeto Nós na Tela, em Curitiba, experiência que fundamenta sua atuação formativa. Atualmente, é gestora do setor cultural da Aliança Francesa de Curitiba.
Sua atuação institucional teve início em 2010, na Cinemateca de Curitiba, onde colaborou com ações formativas e curadoria de programação. Também foi coordenadora do Programa Educativo Gente Arteira da CAIXA Cultural Curitiba e atuou por nove anos na Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com foco na formulação de políticas públicas e leis de incentivo.
Desde 2013 coordena o Janela Periférica, projeto de cinema e educação que promove vivências audiovisuais com crianças de regiões periféricas de Curitiba, presente nos bairros Pinheirinho, CIC e Caximba.

Juslaine Abreu Nogueira
Profa. Dra.
Tema
COMPOSIÇÕES PARA DESPATOLOGIZAR A VIDA – ARTISTAR ENTRE A EDUCAÇÃO, A PSICOLOGIA E O CINEMA
Ementa
A presente fala propõe pensar como a linguagem artística pode problematizar a lógica contemporânea da medicalização da vida e criar outras formas de relação com o saber, com o outro e consigo, diante do sofrimento psíquico que atinge crianças, jovens e docentes. A partir do documentário As verdades de Ale em nós (Juslaine Abreu-Nogueira, 2017) e de relatos de experiências, discutem-se o cansaço, a exaustão, a desatenção e a ansiedade no cotidiano escolar, tensionando as explicações individualizantes do fracasso escolar e os diagnósticos que atravessam discentes e docentes. A aposta no fazer artístico e no cuidado coletivo surge como possibilidade de criação, aliança e resistência.
Mini bio
Doutora em Educação. Professora no PPG-CINEAV e no Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Unespar. É pesquisadora do Gilda (UFPR/CNPq) e do Gpacs (Unespar/CNPq). Dedica-se aos Estudos do Discurso na Educação e no Cinema. Dirigiu o curta-metragem As Verdades de Ale em Nós (2017) e codirigiu, com Eduardo Baggio, A Alma do Gesto (2020) e Professoras (2024). É autora do livro A Psiquiatrização da Educação (2024), publicado pela Edunespar.

Ana Paula Pereira
Profa. Dra.
Tema
COMPOSIÇÕES PARA DESPATOLOGIZAR A VIDA – ARTISTAR ENTRE A EDUCAÇÃO, A PSICOLOGIA E O CINEMA
Ementa
A presente fala propõe pensar como a linguagem artística pode problematizar a lógica contemporânea da medicalização da vida e criar outras formas de relação com o saber, com o outro e consigo, diante do sofrimento psíquico que atinge crianças, jovens e docentes. A partir do documentário As verdades de Ale em nós (Juslaine Abreu-Nogueira, 2017) e de relatos de experiências, discutem-se o cansaço, a exaustão, a desatenção e a ansiedade no cotidiano escolar, tensionando as explicações individualizantes do fracasso escolar e os diagnósticos que atravessam discentes e docentes. A aposta no fazer artístico e no cuidado coletivo surge como possibilidade de criação, aliança e resistência.
Mini bio
Doutora em Psicologia Social pela UFSC. Atualmente é professora de Psicologia da Educação da Unespar. Desenvolve trabalhos de pesquisa na interseção entre práticas artísticas, processos de criação e práticas de cuidado, com foco na produção de subjetividade. Atua no diálogo interdisciplinar entre Psicologia Social, Arte, Educação e Clínica, a partir das referências da Cartografia e da Esquizoanálise.

Bruno Marques
Prof. Me.
Tema
A FORMAÇÃO CONTINUADA EM AUDIOVISUAL NA E PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA: MEDIAÇÃO, LINGUAGEM E PRÁTICA DOCENTE.
Ementa
Discussão sobre a importância da capacitação e do letramento midiático voltado aos docentes da Educação Básica, com foco no uso do audiovisual como ferramenta de transformação da dinâmica em sala de aula. A fala aborda como o cinema, os documentários e a produção de vídeo (incluindo experiências de videocasts e narrativas visuais) podem ser integrados à prática pedagógica, instrumentalizando os professores para estimularem a autoria e a pesquisa histórica e social junto aos estudantes.
Mini bio
Graduado em História e Mestre em Ensino de História;
Professor da Rede Pública do Ceará. Formador de Ciências Humanas e Audiovisual do Centro de Formação e Desenvolvimento para Profissionais da Educação - FormaCE. Pesquisador e Realizador Audiovisual.

Elis de Araújo Miranda
Profa. Dra.
Mediadora
Mini bio
Fotogeógrafa, doutora em Planejamento Urbano e Regional. Docente dos cursos de graduação em Geografia e de pós-graduação em Desenvolvimento Regional, Ambiente e Políticas Públicas da Universidade Federal Fluminense (UFF). É coordenadora do Laboratório Virtual Ação
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